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Protesto na Cantina

Vou falar sobre talvez o acontecimento ou circunstância mais estranha que nos aconteceu, ou que, neste caso, presenciámos sem estar em espera que acontecesse. Estávamos nós a almoçar na faculdade e a gastar os nossos 2 TL numa refeição que é bastante agradável para o preço que custa quando, de repente, de frente para mim e de costas para a Mariana, mas mesmo ao nosso lado, começa uma mulher a falar.
24. Set. 2014 Very good Deal!
A sua voz estava bem projectada e parecia estar a fazer um discurso sólido, pois não parou de falar e estava bastante convicta daquilo que estava a dizer. Como é óbvio não entendemos nada do que falou, pois falou em turco. A cantina ė enorme e está dividida em três compartimentos ou salas com muitas mesas com quatro cadeiras cada uma, nós estávamos a almoçar no compartimento do meio, tenho ai certeza que os restantes alunos dos extremos da cantina a ouviram, pois a uma certa altura ficou tudo em silêncio e apenas se ouvia a voz da mulher. Enquanto a mulher estava a falar eu olhei à volta e a reacção das pessoas era diferente: algumas simplesmente viraram a cara, e outras estavam bastante atentas e interessadas. Quando esta terminou o discurso, algumas bateram palmas. A nossa reacção inicial foi do género: deve estar a fazer uma cena, ou deve ser louca, mas depois descartámos essa hipótese. A Mariana estava arrepiada com pele de galinha, disse que o discurso foi forte. Eu perguntei aos 2 rapazes turcos que estavam sentados na nossa mesa o que a mulher tinha dito. Com um inglês um pouco fraco disseram que se tratava de uma manifestação que iria acontecer em Istambul numa certa hora com o objectivo de fazer justiça contra um grupo de pessoas que agrediu um grupo de estudantes universitários no sudoeste da Turquia, não em Istambul. A Mariana disse que gostou desta intervenção e fez a comparação com o nosso país, onde dificilmente se encontraria uma pessoa a anunciar uma manifestação no meio de uma cantina repleta de alunos. Realmente ė bonito uma pessoa lutar por aquilo que acredita, e esta mulher teve tomates por esta causa que merece justiça, apesar de nós não sabermos os pormenores da agressão.

Boat Party.... AGAIN!!

Foi numa sexta-feira à noite. Eu e a Mariana estávamos cansados porque acordámos cedo para ir buscar o seguro de saúde e para ir à polícia tratar da Residence Permit. Como não há 3 sem 4 (e haverá, pelo menos, a quinta), precisamos de voltar lá mais uma vez porque o polícia atrasado não estava presente para receber a nossa documentação.
 Uma mistura de sentimentos: vontade de berrar e eu de rir.

 Voltámos a casa e só tivemos tempo de tomar um banho e começar a beber, juntamente com as 25 (ou mais) pessoas fantásticas de diversos apartamentos alugados pelo Kadir! Comprámos uma vodka de 35 ml para os dois e uma cola Tipo warm up antes da festa. Ainda partilhámos bebida com os outros. Por volta das 9 e tal saímos de casa em direcção ao metro, para depois seguirmos para o barco.
19.Set.2014 Warm up!

 Quando entrei no barco fui directo à casa de banho porque estava aflito, mas estava tudo tão cheio. Encontrei logo um português random e uns colegas franceses que fizeram couch surfing na nossa casa nos primeiros dias em que chegámos. A música não estava assim tão boa, mas isso foi o menos importante. Dançámos tanto e a vantagem é que naquele barco com tantas e tantas pessoas, estávamos sempre a encontrar pessoas conhecidas, porque estávamos espalhados por grande parte do espaço. Conhecemos pessoas random, e isso é sempre engraçado, como espanhóis, marroquinos, nigerianos people.
19.Set.2014 Bernardo, a Rainha da noite!


Depois de muita bebida e dança e diversão e fotografias boas e más, o barco chegou à margem. Durante a noite, foi realmente destacante a vista que nos rodeava, como é o caso da cidade de Istambul de ambas as margens e as pontes a juntá-las repletas de luzes.

19.Set.2014 mais fotos...

Como estávamos muito cansados apanhámos um táxi com....6 pessoas mais o taxista.
Perguntámos: “Podem entrar mais duas pessoas?”, e o taxista simplesmente gesticulou afirmativamente! YOLO, chegamos vivos a casa
19.Set.2014 o taxi super lotado...

A manhã foi mais chata: sábado sem água até às 3 da tarde, insane! Fomos comer num local perto de casa porque era impossível lavar loiça e cozinhar sem água Já ouvi dizer que a teoria por detrás disto é algo do género: existe falta de água, e aos fins de semana cortam para “guardar” um pouco, é uma teoria estranha, podiam simplesmente diminuir a quantidade de água, por um maior período de tempo, e assim as pessoas não teriam de desesperar por um banho, umas mãos lavadas, ou mesmo um cocó sem estar à vista na sanita!


Country Dinner

Neste dia fizemos montes de comidas. A ideia foi cozinhar pratos de diferentes países.
Eu e a Mariana estávamos decididos a fazer Bacalhau à Brás, por ser um prato simples, típico e saboroso. Mas depois chegámos à conclusão que não é fácil encontrar bacalhau na Turquia, pelo menos nos supermercados por onde temos passado!
Depois ocorreu-nos a solução de usar frango em vez de bacalhau, mas simplesmente não nos pareceu muito legítimo. Ainda assim, decidimos ir com esta ideia ahead, mas o problema apareceu quando descobrimos que não haviam batatas fritas palito para a confecção.
 Finalmente, decidimos optar por comprar no centro comercial CEVAIR, o maior da Europa, 4 peitos de frango a um preço muito acessível, natas brutalmente caras e cogumelos frescos baratos para cozinhar strogonoff.
 Ok, não deve ser português, mas ao menos sabemos como cozinhar. A Mariana teve a brilhante ideia de acrescentar caril (aliás, ela já fizera outrora este prato e sabia que esta especiaria combina bem com as natas)!
 Eu fiz um arroz de salsa, ficou um pouco pastoso, mas saboroso. Resultado: não sobrou nada e acabaram todos por dar-nos os parabéns (mais a ela ). As outras comidas estavam boas, especialmente as pizzas feitas pelos italianos e os crepes franceses. O Kadir, o senhorio turco que vive connosco, também cozinhou feijão verde com tomate tipo estufado, delicioso! Valeu mesmo a pena esta partilha gastronómica
17.Ser.2014

Let's go to the beach each

Bem, desta vez vou ser eu a dar alguma contribuição para o blog da Mariana (Beni). A ideia de ir à praia surgiu por parte do Kadir. Aceitámos à partida fazer esta “minitrip” por não ser muito cara. De manhã, por volta das 10, já estamos muitos de nós reunidos na sala do apartamento sevencan17. Éramos 10 ou11 no total. Alguns atrasaram-se porque a noite anterior foi de convívio com algum álcool, e já se sabe que a manhã é um pouco mais difícil. Eu e a Mariana não saímos na noite anterior, e ainda bem!

 Fomos de metro até um autocarro. Com poucos acentos e dificilmente o considero um transporte preparado para a viagem que se avizinhava. Conclusão: fiz parte da viagem de pé e a trocar de assento com as pessoas idosas. Mas foi divertido porque mantive uma conversa agradável com pessoal da Síria e Itália. A viagem demorou cerca de 45 minutos, com muitas árvores, muitas paragens e muitos trambolhões dentro do autocarro.

 Quando saímos do autocarros parámos num mini-mercado para comparar alguns abastecimentos alimentares. Depois seguimos uma rua um tanto movimentada e chegámos a uma praia. Mas....tínhamos de pagar 15 Liras Turcas para entrar. A minha reacção: WTF?? Se ao menos a praia estivesse super limpa, ou tivesse cadeiras ou condições melhores que uma praia normal, talvez achasse bem pagar...o Max (francês) ligou para um amigo que estava nas redondezas e indicou-nos um caminho para a praia que viria a ser a nossa praia, por algumas boas horas. Entristeceu-me o facto de haver montes de lixo no caminho, acho que é um aspecto muito importante que os Turcos têm a melhorar.

 O caminho para a praia era literalmente rochoso, mas lá encontramos um bom spot. A água estava relativamente quente para o que eu estava à espera. Nadei bastante, foi muito bom. O estanho era que no fundo do mar havia um espécie de alga verde bastante fofa, o que causava uma sensação estranha quando decidíamos pousar os pés enquanto estávamos na água.

 Depois de algum volei por parte de alguns elementos e tratamentos com areia grossa na pele, decidimos ir almoçar. Foi estranho porque o peixe que pedimos veio todo junto numa travessa. Mais pão numa travessa e salada grande para todos. O restaurante era mesmo em frente à praia. O peixe veio frito, estava mesmo bom, era fresco sem dúvida...Acho que se houvesse mais comia mais :P Gastámos 20 TL (7 euros) com bebida incluída. Depois disto decidimos deitar-nos (Eu, a Mariana e o Neno) nas espreguiçadeiras do restaurante, e não voltámos para o spot na praia. Estivemos a conversar sobre música e animais (eu estava mais numa de dormir :P).

A volta para casa foi menos demorada, talvez tivesse menos trânsito. Chegámos a casa por volta das 7 horas. Foi um dia muito bem passado e deu para conhecer mais coisas sobre os nossos flatmates.